Clube de Cultura Boa Noite Internet
Vivendo as grandes obras da cultura com gente como você
Este é o Clube de Cultura do Boa Noite Internet, onde vamos acompanhar juntos alguma obra cultural e comentar o que achamos.
Funciona assim: a cada rodada, acompanhamos junto um livro, filme, série… ou qualquer peça de cultura interessante para nosso modo de pensar e o momento em que vivemos. Cada semana combinamos um capítulo ou episódio para cada um ler ou assistir e na sexta-feira eu publico aqui um resumo do conteúdo, misturado com minha opinião.
Quem quiser ler junto, lê. Quem quiser só acompanhar os resumos e discussões, participa assim. O importante é ser feliz.
As sessões do Clube de Cultura são um conteúdo a mais para quem apoia. Se você ainda não está nessa turma maravilhosa, aí está a sua chance.
Clube atual: Ruído
Ruído — Daniel Kahneman, Olivier Sibony e Cass R. Sunstein
Daniel Kahneman ganhou o Nobel e escreveu o clássico Rápido e Devagar. Aqui ele se junta a Olivier Sibony (ex-McKinsey) e Cass Sunstein (jurista de Harvard) para encarar o irmão esquecido do erro humano. Todo mundo fala de viés, a tendência de empurrar o julgamento sempre para o mesmo lado. Ruído é o outro erro, o que quase ninguém menciona: a pura variabilidade entre profissionais que deveriam concordar — dois médicos com diagnósticos opostos, juízes que sentenciam mais pesado depois que o time perdeu, avaliações de desempenho que dizem mais sobre quem avalia do que sobre quem é avaliado. São 28 capítulos em seis partes, da detecção do ruído à sua redução prática, sem fugir da grande pergunta: será que zero ruído é mesmo o ideal?
As edições anteriores do Clube foram:
Resista: não faça nada — Jenny Odell, um manifesto contra a economia da atenção e a narrativa de que precisamos sempre “gerar valor”.
Quatro mil semanas — Oliver Burkeman, que defende que a busca pelo sistema de produtividade perfeito é tolice.
Nexus — Yuval Noah Harari, onde redes de informação (não apenas a IA) moldam a sociedade — e podem nos destruir.
Como lidar com Neil Gaiman?, uma discussão diante da impossibilidade de separar artista da obra na era da internet (especial).
A crise da narração — Byung-Chul Han, que investiga por que perdemos a capacidade de contar histórias que criam sentido.
Nação dopamina — Anna Lembke, um mergulho nos mecanismos biológicos dos vícios modernos e como escapar deles.
Religião para ateus — Alain de Botton, que explora o que ateus podem aproveitar das religiões sem precisar de Deus.
Amusing Ourselves to Death — Neil Postman, conta como a TV transformou tudo em entretenimento — e a internet só piorou.
Andor, onde a pergunta “quem é você?” revela como a busca por validação leva pessoas comuns a decisões que podem até ir contra seus ideais (especial).
Não aguento mais não aguentar mais — Anne Helen Petersen, as causas estruturais do burnout millennial.
Inspiração — Matt Richtel, a ciência por trás da criatividade humana.
Anatomia de um (true) crime, o fenômeno do consumo de crimes reais — e por que mulheres são as maiores fãs (especial).
A Sociedade do Espetáculo — Guy Debord, o clássico de 1967 sobre como a vida se tornou representação mediada por imagens.
O Poder do Hábito — Charles Duhigg, uma investigação sobre a neurociência dos hábitos — como eles se formam, por que existem, e por que são tão difíceis de mudar.
Paterson, um filme sobre a beleza da rotina, a poesia do cotidiano e a vida com propósito.
Pense de Novo — Adam Grant, sobre por que a habilidade mais importante do nosso tempo não é pensar, e sim repensar.
Lembrando que quem apoia o Boa Noite Internet tem acesso a todas essas edições anteriores.





No prefácio Yuval cita o populismo, Jair Bolsonaro, Donald Trump, Nazismo, Stalinismo e IA, no mínimo, umas 4 vezes. Esse livro promete boas discussões.