đ Quero injustiça (e nem Ă© pro Neymar)
Resumo comentado de âOs custos da redução de ruĂdoâ, capĂtulo 26 de âRuĂdo: Porque tomamos mĂĄs decisĂ”es e como podemos evitĂĄ-loâ.
Temos de abandonar a crença arrogante de que o mundo é apenas um enigma a ser solucionado, uma måquina com instruçÔes de uso à espera de ser descoberta, um volume de informaçÔes a ser baixado em um computador na esperança de que, mais cedo ou mais tarde, revele uma solução universal.
â VĂĄclav Havel
Depois de 25 capĂtulos apontando ruĂdo em tudo que Ă© julgamento e receitando higiene da decisĂŁo, chegamos Ă parte final onde Daniel Kahneman, Olivier Sibony e Cass R. Sunstein fazem a autocrĂtica do ruĂdo e listam as sete objeçÔes mais sĂ©rias ao prĂłprio projeto. As duas primeiras ficam neste capĂtulo: reduzir o ruĂdo custa caro demais, diz uma. A cura pode sair pior que a doença, diz a outra.
A Parte VI abre relembrando o começo do livro e afirmando que o juiz Marvin Frankel tinha razĂŁo em 1973, quando expĂŽs a loteria das sentenças criminais. Mas as diretrizes que nasceram da cruzada dele apanharam de juristas que as consideram rĂgidas, desumanizadoras e injustas â e quem jĂĄ fez uma solicitação razoĂĄvel a uma empresa ou repartição e ouviu que âgostarĂamos muito de ajudĂĄ-lo, mas nĂŁo podemos fazer nada. Temos regras clarasâ vai entender. A tal regra pode parecer tola, Ă s vezes cruel â mas foi provavelmente adotada para reduzir o ruĂdo.
A versĂŁo mais articulada do ataque vem de Kate Stith, professora de direito em Yale, e JosĂ© Cabranes, juiz federal dos EUA, no livro Fear of Judging (tradução livre, âMedo de julgarâ). Para os dois, as diretrizes de sentenças sĂŁo inspiradas âpor um medo de exercer o poder discricionĂĄrio â pelo medo de julgar â e por uma fĂ© tecnocrĂĄtica em especialistas e planejamento centralâ, e ânenhuma solução mecĂąnica pode satisfazer os requisitos da justiçaâ.




