đ O cĂ©rebro ansioso â como criar novos hĂĄbitos
Resumo comentado de "O poder do hĂĄbito", capĂtulo 2.
SerĂĄ a ruĂna do espĂrito andarmos ansiosos pelo futuro, desgraçados antes da desgraça, sempre na angĂșstia de nĂŁo saber se tudo o que nos dĂĄ satisfação nos acompanharĂĄ atĂ© ao Ășltimo dia; assim, nunca conseguiremos repouso e, na expectativa do que hĂĄ-de vir, deixaremos de aproveitar o presente.
â SĂȘneca
No capĂtulo de hoje, cheiros ruins, sorrisos brancos e uma dose de propaganda enganosa.
Dentes brancos, hĂĄlito puro
Um dia, no começo do sĂ©culo 20, Claude Hopkins foi procurado por um amigo querendo vender pasta de dente. O amigo fez bem, afinal de contas, Hopkins era o publicitĂĄrio mais famoso dos EUA na Ă©poca â o cara que convenceu o paĂs a comprar cerveja Schlitz contando que a empresa limpava suas garrafas âcom vapor vivoâ (sem mencionar que todas as outras faziam a mesma coisa), e que fez milhĂ”es de mulheres comprarem sabonete Palmolive jurando que CleĂłpatra se banhava com ele. Mas pasta de dente? Na Ă©poca, quase ninguĂ©m escovava os dentes â tanto que os recrutas para a Primeira Guerra Mundial tinham dentes tĂŁo podres que os oficiais consideravam a saĂșde bucal um risco para a segurança nacional. Vender pasta de dente era suicĂdio financeiro.
Hopkins achou arriscado e nĂŁo topou, mas o amigo insistiu tanto que o publicitĂĄrio cedeu â em troca de um bom pacote de açÔes. Seria a melhor decisĂŁo financeira da vida dele.
A estratĂ©gia âsecretaâ de Hopkins era encontrar deixas simples de consumo, uma aplicação do âloop do hĂĄbitoâ que vimos no capĂtulo passado. Ele folheou livros tĂ©cnicos sobre odontologia atĂ© achar uma referĂȘncia Ă âpelĂculaâ que se forma nos dentes. Pronto, ali estava sua deixa. âPasse a lĂngua nos dentesâ, diziam os anĂșncios. âVocĂȘ vai sentir uma pelĂcula â Ă© isso que faz seus dentes parecerem âsem vidaâ.â





