đ Como vencer debates e influenciar pessoas
Resumo comentado de "Pense de novo", capĂtulo 5, "Dançando com o inimigo".
Vencer pelo cansaço não é o mesmo que convencer.
â Tim Kreider
Nos Ășltimos quatro capĂtulos, Adam Grant nos convidou a repensar sozinhos. Duvidar, aceitar o impostor interior, atĂ© sentir prazer em estar errado. Tudo muito bonito enquanto a conversa era sĂł com as vozes da minha cabeça. Agora começa a parte dois do livro â âRepensamento interpessoal: como abrir a mente de outras pessoasâ â e tudo muda. A briga Ă© com gente de verdade, e o objetivo Ă© sair dela com os dois lados um pouco mais espertos.
Grant abre o capĂtulo com Harish Natarajan, um debatedor profissional com 36 torneios internacionais no currĂculo. Aos 31 anos, Natarajan aceita debater em SĂŁo Francisco contra um adversĂĄrio fora do comum. Os dois discutirĂŁo, diante de uma plateia, se prĂ©-escolas devem ser subsidiadas pelo governo. Quinze minutos para se preparar, argumentos ao vivo, pĂșblico votando antes e depois.
A oponente se apresenta, faz piadas, cita estudos, dados, fontes. Parece imbatĂvel. Tem resposta para tudo. O detalhe que Grant segura atĂ© o meio do capĂtulo Ă© que a tal oponente â batizada de Debra Jo Prectet (anagrama de Project Debater) â Ă© uma inteligĂȘncia artificial da IBM. Quatrocentos milhĂ”es de artigos na base de dados, capacidade de montar argumentos lĂłgicos em tempo real e atĂ© fazer piada. Apesar de toda essa mĂĄquina de dados, Natarajan ganhou. O apoio a subsĂdios caiu de 79% para 62% na plateia, e a oposição praticamente dobrou.
Como ele fez isso?
ÂĄA tanguear!
Um bom debate nĂŁo Ă© uma batalha. Nem um cabo de guerra, em que vocĂȘ consegue trazer o oponente para seu lado se puxar a corda com força suficiente. EstĂĄ mais para uma dança sem coreografia, negociada com um parceiro que optou por passos diferentes. Se vocĂȘ insistir demais para guiar, a outra pessoa vai resistir. Se conseguir adaptar seus movimentos aos dela e convencĂȘ-la a fazer o mesmo, serĂĄ mais fĂĄcil entrarem no ritmo.




