📙 A regra de ouro da mudança de hábito — Por que a transformação acontece
Resumo comentado de "O poder do hábito", capítulo 4.
Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar.
— Gilberto Gil
Pela quantidade de pessoas que parecem estar interessadas nos resumos comentados de O poder do hábito, imagino que o desejo de mudar hábitos “indesejados” seja alto entre o meu público… e o mundo. É a história do nosso lema “não tô maluco sozinho”.
Mas será que basta entender como um hábito funciona para conseguir mudar? O que acontece quando as coisas ficam realmente difíceis e voltamos ao piloto automático de sempre? Por que algumas pessoas conseguem mudar de vida enquanto outras repetem os mesmos padrões por décadas? O que temos a aprender com pessoas que conseguem vencer hábitos extremamente nocivos, como o alcoolismo, mas também com máquinas de eficiência, como times de futebol americano?
Mudar um hábito, como estamos vendo neste livro, é simples de explicar pelo loop do hábito. Uma deixa (acompanhada de um anseio) dispara o hábito em si, reforçado pela recompensa. Pronto, mude sua vida, pode fechar o livro. Claro que não é assim e o próprio autor, Charles Duhigg, sabe disso. E esse capítulo me lembrou muitas vezes uma coisa que ouvi por aí, de que não somos seres racionais que sentem emoções. Somos seres emocionais que, de vez em quando, pensam. (E, tantas vezes, são esses momentos de pensamentos que atrapalham.)
Para mim, parte da “solução” de vencer hábitos nocivos — da depressão à mania de puxar o cabelo enquanto vejo TV — é entender que não sou tão esperto nem racional assim, sou só uma máquina biológica, só um pouco mais avançada que o meu micro-ondas. E nem assim, nem sempre, eu consigo.
A Regra de Ouro
Começamos com a história de Tony Dungy, treinador de futebol americano que passou anos explicando sua filosofia para times da NFL e sendo ignorado. Sua ideia era de que, em vez de criar novos hábitos nos jogadores, ele ia mudar os que já existiam. E o segredo estava em atacar apenas uma parte do loop.
“Os campeões não fazem coisas extraordinárias”, explicava Dungy. “Fazem coisas ordinárias, mas as fazem sem pensar, rápido demais para o outro time reagir. Seguem os hábitos que aprenderam.”
A estratégia de Dungy personifica o que Duhigg chama de Regra de Ouro da mudança de hábito, de que não se elimina um hábito ruim — ele é apenas trocado por outro. A deixa e a recompensa continuam as mesmas, mas a rotina no meio muda. É só isso. Moleza, faz aí. Brincadeira.




