Só erra quem produz. Mas, só produz quem não tem medo de errar. As massas humanas mais perigosas são aquelas em cujas veias foi injetado o veneno do medo. Do medo da mudança.
— Octavio Paz
Diante de desafios que parecem insuperáveis, como a natureza encontra um impulso criativo para continuar viva — e como nós, humanos, usamos a criatividade, sozinhos e em grupo, para superar o que parece impossível?
Natureza e humanidade compartilham um mesmo instinto: diante do perigo, vão lá e criam. O vírus é um exemplo extremo disso — uma mutação acidental que se espalhou pelo planeta e obrigou nossa espécie a responder com o que tem de mais poderoso, a imaginação. Na biologia, mutações não seguem planos; são tentativas cegas de sobrevivência. O mesmo acontece com as sociedades humanas, que, diante do caos, entram em modo de criação emergencial. A pandemia foi a nossa chamada — como vimos no capítulo anterior — e a resposta veio de todos os lados.




