📙 A alegria de estar errado
Resumo comentado de "Pense de novo", capítulo 3.
Tenho um diploma de Harvard. Sempre que estou errado, o mundo perde um pouco o sentido.
— Dr. Frasier Crane, interpretado por Kelsey Grammer em Frasier
Em 1959, o psicólogo Henry Murray reuniu um grupo de alunos do segundo ano de Harvard para o que disse ser um estudo sobre personalidade. (Mas se você acompanha o Boa Noite Internet, sabe que nunca é o que eles dizem!) Os estudantes tiveram um mês para escrever sobre sua filosofia de vida, seus valores, seus princípios. Acharam que iam debater com um colega. Quando chegou a hora, cada um descobriu que Murray havia escolhido a pessoa mais feroz possível para destruir seus argumentos: um advogado. Quer dizer, um estudante de direito que tinha sido treinado para passar 18 minutos atacando suas crenças de forma “veemente, arrebatadora e abusiva”.
A treta não parou por aí. Nas semanas seguintes, os participantes foram chamados de volta para assistir às gravações de si mesmos suando, gritando e tropeçando nas próprias frases. Oito horas revivendo 18 minutos de humilhação. Um dos participantes, apelidado de Furadeira, relatou “raiva incontrolável”. Outro, Gafanhoto, escreveu: “Como podem ter feito isso comigo?”
Mas alguns tiveram uma reação completamente diferente. Gostaram. Um deles descreveu a experiência como “muito agradável”. Outro usou a palavra “divertido”. Grant foi atrás de pessoas parecidas com esses participantes e encontrou um ganhador de Nobel e dois dos melhores analistas políticos do mundo para entender que ter prazer de estar errado é possível, pode ser aprendido e, o mais importante, uma parte crucial do sucesso destas pessoas.
O objetivo não é cometer mais erros, mas reconhecer que todos nós erramos mais do que gostaríamos de admitir e que, quanto mais negamos isso, mais cavamos nossa própria cova.
Tem um ditador na minha cabeça
Grant conta que, quando seu filho de 5 anos descobriu que o bebê do tio seria menina e não menino, começou a chorar. Não porque quisesse um primo. Porque a previsão deles estava errada. “É porque a gente errou!”, gritou, dando soquinhos no chão. Adultos costumam reagir de formas menos diretas. (Quer dizer…)
Em um estudo clássico, o sociólogo “Murray Davis argumentou que as ideias que sobrevivem não são necessariamente as verdadeiras, mas as interessantes. E elas são interessantes por desafiarem as opiniões a que menos nos apegamos.




